Programa Acelera Iaô investe no desenvolvimento do artesanato em Comunidades Tradicionais

Com o objetivo de potencializar a produção artesanal nas comunidades quilombolas e fortalecer o valor cultural e econômico destas produções, o Programa Acelera Iaô vem sendo desenvolvido em duas comunidades tradicionais. A região da Praia Grande, na Ilha de Maré, e Jatimane, em Nilo Peçanha, são as regiões contempladas nesta última etapa do programa, realizado pela Fábrica Cultural e que conta com patrocínio do Grupo Carrefour, visando impulsionar o artesanato local.

Cada comunidade recebeu um investimento para formação, qualificação e capacitação profissional, cada uma no valor de R$10 mil reais. O principal objetivo do projeto é resgatar este tipo de trabalho manual, que vem perdendo a força nas comunidades, embora seja uma importante geração de renda nestas localidades.

O processo de aceleração nas comunidades artesanais possui uma metodologia específica aplicada à realidade de cada comunidade. Para isso, foram selecionadas duas consultoras para realização do projeto: a designer de moda Carol Barreto (@carolbarretocob), que atua em Ilha de Maré, e Adriele Regine (@adrieleregine), designer e diretora de arte que trabalha na comunidade de Jatimane. São duas mulheres pretas que trazem uma abordagem criativa e afrocentrada que dialoga com a população. 

Adriele Regine – Designer e Diretor de Arte
Carol Barreto – Designer de Moda

A produção de bordado e cestaria é uma característica de valor cultural e importante geração de renda na Ilha de Maré, distrito de Salvador. Na ilha, o trabalho de aceleração está sendo desenvolvido junto coma as mulheres da Abecim – Associação Beneficente Educacional e Cultural da Ilha de Maré, no território da Praia Grande. Em algumas comunidades quilombola de região, outro meio de subsistência é a pesca e o marisco.

Na comunidade quilombola de Jatimane, localizada no município de Nilo Peçanha, região do Baixo Sul, as mulheres trabalham na produção de biojóias sustentável (@biojoiasjatimane), desenvolvendo peças com matéria-prima da encontrada na região.  O lugar também é conhecido pelo seu potencial turístico de base comunitária, que se tornou uma das suas principais fontes de renda.

“A ideia é que essas comunidades, com o todo o seu potencial produtivo, consigam, a partir das mentorias do Acelera Iaô, escalar a sua produção. É aprender a pensar e qualificar o design de produto e de algum modo se inserir no mercado através da nossa mediação no processo de escoação e comercialização de sua produção”, explica Maylla Pitta, coordenadora da Fábrica Cultural. 

O investimento semente foi aplicado a partir do plano de trabalho preparado pelas consultoras, ou seja, o processo de formação e uso do recurso aplicado ocorre ao mesmo tempo, uma metodologia diferente da que foi usada nos ciclos do Iaô Labs. 

As comunidades escolhidas já possuem um método de consultorias e formações iniciado, voltado para desenvolvimento de negócios locais e demonstraram interesse em avançar com suas marcas e produtos. Ao final do trabalho, cada comunidade apresentará uma coleção exclusiva dos seus produtos, resultado do processo criativo participativo e integrado conduzido pelas consultoras do Acelera.

O Programa Acelera Iaô, conta com apoio da Prefeitura de Salvador e o patrocínio do Grupo Carrefour.

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